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Quais são as medidas específicas para cultivar a cadeia industrial no plano de desenvolvimento do processamento de molde brasileiro?

Abaixo, as medidas concretas de fortalecimento da cadeia produtiva previstas no planejamento de desenvolvimento da usinagem de moldes no Brasil (2025–2030), organizadas em quatro eixos:


1. Implantação de sistema de produção local (nacionalização)

  • Curto prazo (2025–2027): Montagem CKD/SKD na Zona Franca de Manaus, com isenção tarifária para atender a América Latina; elevar rapidamente a taxa de compra local para 30%.
  • Longo prazo (2028–2030): Implantação de parques de componentes estratégicos em São Paulo e Minas Gerais; integração de pequenos fornecedores locais para produzir servomotores, sensores e ferramentas de corte premium.
  • Incentivos fiscais: Subsídio de 12% na compra de equipamentos; tarifa de importação de moldes elevada para 18% para proteger a produção local.

2. Inovação tecnológica e padronização conjunta

  • Parcerias universidade-indústria: Criação de laboratórios de tecnologia de moldes em parceria com a USP e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); exemplo: o MLab-W2F em Joinville, voltado para gêmeos digitais, impressão 3D e usinagem de alta precisão.
  • Reconhecimento mútuo de normas: Alinhamento entre a certificação INMETRO e normas internacionais (incluindo chinesas) para reduzir custos de validação; elaboração de um padrão brasileiro de segurança e precisão para moldes.
  • Projetos de PD&I: Programas como o “Mais Competitivos Ferramentarias Brasileiras”, que financia 28 projetos de pesquisa em parceria com 39 instituições de ciência e tecnologia e 164 empresas.

3. Transformação digital e inteligente da cadeia

  • Atualização de parque máquina: Subsídio governamental para aquisição de centros de usinagem cinco eixos, alta velocidade e retíficas de precisão; meta de 70% de penetração até 2030.
  • Integração de software: Difusão de sistemas CAD/CAM/CAE, MES e gêmeos digitais para digitalizar todo o fluxo projeto-produção-gestão; elevar a eficiência em 30%–50%.
  • Fábricas inteligentes: Implantação de 10 plantas modelo com projeto por IA, programação automática, operação em nuvem e diagnóstico remoto.
  • Apoio a PMEs: Programas como o B+P Smart Factory (BNDES/SENAI), que destina R$ 45,3 milhões para projetos de digitalização industrial em micro, pequenas e médias empresas.

4. Formação de mão de obra e sistema de serviços industriais

  • Educação profissional: Criação de cursos técnicos em programação CNC, projeto de moldes de precisão e suporte técnico em português; meta de capacitar 5 mil profissionais por ano.
  • Centros de atendimento técnico local: Estrutura de suporte 24h em português, com manutenção presencial, capacitação e diagnóstico remoto.
  • Fortalecimento de associações: Atuação da CSMAIT (Associação Brasileira de Fabricantes de Máquinas Plásticas) para organizar o setor, promover trocas tecnológicas e comercialização.
  • Clusters regionais: Investimento de 90 milhões de reais no Polo Automotivo de Santa Catarina, integrando empresas, universidades e centros de pesquisa para formar um ecossistema de inovação em moldes automotivos.

5. Direções de cooperação internacional (para complementar a cadeia)

  • Cooperação com a China: Importação de máquinas CNC, sistemas numéricos e aço para moldes com boa relação custo-benefício; implantação de bases de produção local e laboratórios conjuntos; intercâmbio de capacitação técnica.
  • Cooperação com Europa e Japão: Importação de software de projeto premium, tecnologia de usinagem de precisão e padrões de qualidade; desenvolvimento conjunto de moldes automotivos e aeroespaciais de alta gama.

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